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Os filhos necessitam de adultos emocionalmente disponíveis

APONTAMENTO EXTRA

Uma novidade nos devocionais que partilho diariamente num grupo grátis que criei no whatsapp. Se quiseres fazer parte envia mensagem.


Os nossos filhos não aprendem apenas através daquilo que lhes ensinamos, mas também através da forma como (re)agimos emocionalmente nos momentos mais desafiantes.

Em cada etapa do desenvolvimento, as crianças e os adolescentes vão:

testar limites,

expressar frustração,

desregular-se emocionalmente,

e procurar segurança relacional.

E nesses momentos, os pais tornam-se a sua referência emocional.

Sim, é verdade: tu e eu somos uma referência emocional na vida dos nossos filhos.


Na prática, somos muitas vezes o “mapa” através do qual eles aprendem a ser, a relacionar-se, a comunicar e a responder às emoções.

Isto não significa que precisamos educar sem emoções ou esconder aquilo que sentimos. Regulação emocional não é anular emoções. É aprender a responder sem transformar a emoção em destruição.


No Coaching Educativo, sabemos que:

as crianças mais pequenas precisam de regulação e segurança;

as crianças em idade escolar precisam de orientação consistente;

os adolescentes precisam de presença firme, escuta e limites com respeito.

Quando um adulto reage constantemente com explosão, humilhação, gritos ou impulsividade, o cérebro da criança aprende primeiro sobre medo, antes de aprender sobre maturidade emocional.

Mas quando o adulto consegue parar para criar espaço entre a emoção e a resposta, a criança aprende algo profundamente valioso: é possível sentir intensamente e, ainda assim, responder com consciência, segurança e domínio próprio.


E isto não exige perfeição parental. Exige:

consciência,

humildade,

reparação,

e disponibilidade para crescer também como pessoa enquanto nos desenvolvemos como pai ou mãe.


Às vezes, o maior ensino não está em nunca falhar. Está em conseguir dizer:

“Desculpa pela forma como falei.”

“Vou parar para pensar antes de agir.”

“Preciso de um momento para depois conversarmos com calma.”

“O que estás a sentir também importa.”


Sabes uma verdade bonita?

Os filhos não precisam de pais perfeitos.

Os filhos necessitam de adultos emocionalmente disponíveis, conscientes e seguros o suficiente para transformar conflitos em oportunidades de crescimento, vínculo e aprendizagem.

 
 
 

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